Festival da Virada – Depois das Águas anuncia vencedores em noite de celebração da música gaúcha em Porto Alegre
Petrobras foi a grande patrocinadora do Festival que mobilizou mais de 400 pessoas, entre artistas, técnicos e produtores
Com a Petrobras apostando na força da cultura e da música gaúcha, o Festival da Virada – Depois das Águas – reuniu em cinco eliminatórias, e na grande final, mais de 400 profissionais da classe artística de 8 a 22 de julho no Rio Grande do Sul.
Realizado pela Caminha Produções Artísticas Ltda. e pela Pandorga Produtora Cultural, com patrocínio da Petrobras e realização do Ministério da Cultura, por meio da Lei Rouanet Emergencial RS, o Festival da Virada – Depois das Águas – foi criado para estimular a produção musical em torno das transformações vividas pelas comunidades atingidas pelas enchentes de 2024, promovendo o encontro entre cultura, território e consciência ambiental.

Passando por cidades atingidas pela enchente de 2024, e que ainda sofrem os reflexos da maior catástrofe climática do Estado, o Festival teve início em 8 de julho – Gramado -, seguiu para São Leopoldo (12), no Vale dos Sinos, chegou em Lajeado (14), Vale do Taquari, Canoas na região metropolitana (16), Sapucaia do Sul, também no Vale dos Sinos (19) e teve sua finalíssima em Porto Alegre na última quarta-feira (22), justamente quando o Rio Grande do Sul foi atingido por fortes chuvas acima da média.
Com muita chuva, que não afastou o público que lotou as dependências da Casa do Gaúcho – Parque da Harmonia -, a final teve comoção, resgate de memórias e música, o que só foi possível com o aporte da Petrobras que selecionou o Festival da Virada – Depois da Águas – como um dos projetos selecionados dentro do programa Petrobras Cultural.
“A Petrobras teve a sensibilidade de entender a grandeza do Festival em democratizar o acesso a uma enorme quantidade de profissionais da cultura, músicos, técnicos, profissionais de acessibilidade, toda a cadeia produtiva da música, uma das mais afetadas durante a enchente, e que foi uma das últimas a retornar. Artistas perderam sua casa, instrumentos, entes, e consequentemente oportunidades em função de festivais, casas de espetáculos, e toda a uma estrutura que deixou de existir por quase um ano”, explica a coordenadora geral do projeto, Luci Caminha.
A canção “Taperas”, de Leonardo Quadros e Guilherme Castilhos, foi a grande vencedora. O segundo lugar ficou com “Menina dos Teus Olhos”, de Sandro Souza, que recebeu o Troféu Cantor das Águas, enquanto “A Insônia da Amazônia”, de Dilan Camargo e Everson Maré, recebeu o Troféu Paulinho Pires de Melhor Tema Ambiental.
A grande final reuniu as 15 músicas classificadas nas cinco etapas. A programação também foi acompanhada por meio da transmissão ao vivo no YouTube e nas redes sociais do projeto, ampliando o alcance do festival.
A noite de encerramento contou ainda com o show de abertura de Marcello Caminha & Orquestra de Violões e com a participação especial da cantora Shana Müller, que se apresentou durante o período de apuração dos resultados.
Ao longo das cinco etapas classificatórias, 60 canções inéditas foram apresentadas ao público e avaliadas pela comissão julgadora. As 15 obras selecionadas retornaram ao palco na grande final, representando diferentes olhares sobre as experiências, desafios e perspectivas de reconstrução do Rio Grande do Sul após a maior tragédia climática da história do Estado.
Luci Caminha ressalta também que os resultados demonstram a dimensão que o projeto alcançou. “Ao longo de sua realização, mobilizamos mais de 400 pessoas, entre artistas, técnicos, produtores, equipes das prefeituras e instituições parceiras, em um amplo esforço coletivo de fortalecimento da música gaúcha. As 1.290 composições inscritas revelam a potência da produção autoral do Estado e, ao mesmo tempo, a enorme demanda por iniciativas que criem oportunidades de trabalho, circulação e visibilidade para os nossos músicos”. Segundo a produtora, encerrar esse percurso com uma final tão representativa confirma que o festival cumpriu seu propósito. “Oferecemos uma resposta concreta aos impactos provocados pela tragédia climática, reafirmando a cultura como um instrumento essencial de retomada econômica, social e simbólica para o Rio Grande do Sul. E isso só foi possível devido à Petrobras, o que foi reconhecido por todos os artistas, público e profissionais envolvidos”, conclui ela.
Os vencedores do festival da virada – depois das águas:
PRIMEIRO LUGAR – Troféu Rodeio dos Ventos – “Taperas” – Leonardo Quadros e Guilherme Castilhos. Intérprete: Vinícius Brum
SEGUNDO LUGAR – Troféu Cantor das Águas – “Menina dos Teus Olhos” – Sandro Souza. Intérprete: Cairon Silva
MELHOR TEMA AMBIENTAL – Troféu Paulinho Pires: “A Insônia da Amazônia” – Dilan Camargo e Everson Maré. Intérpretes: Alex Moreira, Robledo Martins e Everson Maré.
MELHOR LETRA – Troféu Gilda Souza Soares: Sandro Souza – “Menina dos Teus Olhos”.
MELHOR MELODIA – Troféu Airton Pimentel: Guilherme Castilhos – “Taperas”.
MELHOR INTÉRPRETE – Troféu Eraci Rocha: Ariane Wink – “Desculpa”.
MELHOR INSTRUMENTISTA – Troféu Antoninho Duarte: Daniel Zanotelli – Sax – “Aquarela do Amanhã”.
Fonte: Equipe de Comunicação Festival da Virada

