{"id":5819,"date":"2019-08-12T10:14:21","date_gmt":"2019-08-12T13:14:21","guid":{"rendered":"http:\/\/radiosul.net\/wp\/?p=5819"},"modified":"2019-08-12T10:14:22","modified_gmt":"2019-08-12T13:14:22","slug":"novos-quimicos-para-lavouras-pulverizam-antiga-polemica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/radiosul.net\/wp\/2019\/novos-quimicos-para-lavouras-pulverizam-antiga-polemica\/","title":{"rendered":"Novos qu\u00edmicos para lavouras pulverizam antiga pol\u00eamica"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Mais de 200 novos registros foram liberados apenas nos primeiros sete meses deste ano <\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"> Os mais de 200 novos registros de produtos qu\u00edmicos liberados para uso em lavouras do Brasil apenas nos primeiros sete meses deste ano trouxeram novamente \u00e0 tona um emaranhado de temas econ\u00f4micos, ambientais e de sa\u00fade humana envolvendo uma antiga e sempre latente pol\u00eamica. A tem\u00e1tica divide opini\u00f5es desde a pr\u00f3pria denomina\u00e7\u00e3o (agrot\u00f3xicos versus defensivos agr\u00edcolas) at\u00e9 a necessidade, os riscos e as raz\u00f5es de tantas libera\u00e7\u00f5es, que vieram se somar a outros 450 novos registros de 2018, entre produtos para uso por parte da ind\u00fastria e diretamente para aplica\u00e7\u00e3o em lavouras. O n\u00famero do ano passado \u00e9 recorde e deve ser ultrapassado em 2019, chegando a 500 ou mais, segundo estimativa do pr\u00f3prio coordenador-geral de agrot\u00f3xicos e afins do Minist\u00e9rio da Agricultura, Pecu\u00e1ria e Abastecimento (Mapa), Carlos Ven\u00e2ncio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><br> \u00c9 fato que, h\u00e1 muitos anos, os produtores e as entidades ligadas ao agroneg\u00f3cio reclamam da demora nas an\u00e1lises de libera\u00e7\u00e3o de novos produtos, especialmente gen\u00e9ricos e mais avan\u00e7ados, o que poderia reduzir os elevados custos das lavouras brasileiras, especialmente se esse custo for comparado ao dos concorrentes do Mercosul, onde os defensivos qu\u00edmicos para plantio de gr\u00e3os s\u00e3o significativamente mais baratos. \u00c9 fato, tamb\u00e9m, no entanto, que a acelerada libera\u00e7\u00e3o de agrot\u00f3xicos levanta temores e ganhou ainda mais atualidade em debates dadas as recentes mortandades de abelhas e problemas em planta\u00e7\u00f5es de frutas devido \u00e0 m\u00e1 aplica\u00e7\u00e3o dos produtos.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>     No meio de todas essas quest\u00f5es est\u00e3o produtores, ambientalistas, poder p\u00fablico, interesses empresariais e consumidores. Ou seja, todos os brasileiros e tamb\u00e9m os mercados estrangeiros, em \u00faltima inst\u00e2ncia, j\u00e1 que a maior parte da soja semeada aqui \u00e9 destinada \u00e0s exporta\u00e7\u00f5es.<br>     <\/p><p>Ambientalistas e representantes de entidades como Greenpeace alegam que muitos dos qu\u00edmicos utilizados no Brasil s\u00e3o banidos dos campos europeus, por exemplo. Ruralistas alegam que isso ocorre devido \u00e0s necessidades espec\u00edficas de lavouras semeadas em um pa\u00eds extenso e de clima tropical, o que facilitaria a dissemina\u00e7\u00e3o e uma maior variedade de pragas. O debate abarca, ainda, queixas de ambientalistas sobre a acelera\u00e7\u00e3o dos processos e elogios de produtores e entidades ao fato.<br><\/p><p>     &#8220;A necessidade de aprova\u00e7\u00f5es em tempo razo\u00e1vel vem desde 2005. O ritmo de hoje deveria ser o de 15 anos atr\u00e1s. A morosidade dos registro no Brasil \u00e9 cr\u00f4nica e p\u00e9ssima para a agricultura brasileira. Eram necess\u00e1rios de oito a 10 anos para se registrar um produto novo ou gen\u00e9rico. Em pa\u00edses como Estados Unidos e Canad\u00e1, isso ocorre entre um ano e meio para gen\u00e9ricos e dois anos e meio para lan\u00e7ar produtos&#8221;, defende o consultor em Tecnologia da Confedera\u00e7\u00e3o da Agricultura e Pecu\u00e1ria do Brasil (CNA), Reginaldo Minar\u00e9.<br><\/p><p>     Aos cr\u00edticos, o tema n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o simples como explica o Mapa, que defende que a maior parte das libera\u00e7\u00f5es refere-se a gen\u00e9ricos de produtos que j\u00e1 est\u00e3o no mercado, aprovados e seguros. Entidades como a Associa\u00e7\u00e3o Ga\u00facha de Prote\u00e7\u00e3o ao Ambiente Natural (Agapan) alertam para o fato de que os riscos \u00e0 natureza e \u00e0 sa\u00fade n\u00e3o est\u00e3o apenas no componente principal comercializado, mas no conjunto de qu\u00edmicos que comp\u00f5e o produto e reage entre si &#8211; o que demandaria maiores an\u00e1lises, por exemplo.<br><\/p><p>     &#8220;\u00c9 um conjunto grande de riscos porque, quando falamos em agrot\u00f3xicos, estamos falando de herbicidas, fungicidas, acaricidas. Est\u00e3o enxergando s\u00f3 o pre\u00e7o que ir\u00e3o pagar, mas n\u00e3o \u00e9 dito que o \u00fanico mal de um agrot\u00f3xico n\u00e3o \u00e9 apenas o princ\u00edpio ativo&#8221;, diz Francisco Milanez, presidente da Agapan, ao alertar que os coadjuvantes podem ser muito piores ou tanto quanto.<br><\/p><p><strong>     Controv\u00e9rsia envolve quest\u00f5es comerciais e inclui cifras milion\u00e1rias em investimentos<\/strong><\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"800\" height=\"600\" src=\"http:\/\/radiosul.net\/wp\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/eco_41399-522429.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-5820\" srcset=\"https:\/\/radiosul.net\/wp\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/eco_41399-522429.jpg 800w, https:\/\/radiosul.net\/wp\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/eco_41399-522429-300x225.jpg 300w, https:\/\/radiosul.net\/wp\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/eco_41399-522429-768x576.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Libera\u00e7\u00e3o de gen\u00e9ricos de defensivos no Brasil \u00e9 especialmente comemorada pelo produtores de soja<br>     PATR\u00cdCIA COMUNELLO\/ESPECIAL\/JC<br>     <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A libera\u00e7\u00e3o de novos gen\u00e9ricos de defensivos agr\u00edcolas no Brasil \u00e9 especialmente comemorada pelo produtores de soja, principal cultura semeada por aqui. A redu\u00e7\u00e3o entre 40% e 50% nos pre\u00e7os desses insumos \u00e9 esperada para o ciclo 2020\/2022, mas, de acordo com o presidente da Associa\u00e7\u00e3o dos Produtores de Soja (Aprosoja-RS), Luis Fernando Fucks, os registros s\u00e3o comemorados desde j\u00e1.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;A demora nas libera\u00e7\u00f5es havia criado uma reserva de mercado dominado por grandes multinacionais, alijando do mercado empresas de menor porte e encarecendo o custo para o produtor&#8221;, defende Fucks. De acordo com T\u00falio Oliveira, diretor-executivo da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Defensivos Gen\u00e9ricos (Aenda), as libera\u00e7\u00f5es contemplaram, apenas neste ano, cerca de 20 empresas. Al\u00e9m de beneficiar produtores, os registros s\u00e3o um al\u00edvio para companhias que esperavam h\u00e1 anos na fila, com investimentos em torno de <br> R$ 100 mil, no caso de um produto gen\u00e9rico, e de at\u00e9 R$ 15 milh\u00f5es para um ingrediente ativo novo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para a Associa\u00e7\u00e3o Nacional de Defesa Vegetal (Andef), que re\u00fane grandes fabricantes de defensivos qu\u00edmicos, o fato de a grande maioria das aprova\u00e7\u00f5es se referir a gen\u00e9ricos n\u00e3o chega a ser uma avan\u00e7o para a agricultura brasileira.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A entidade destaca que as aprova\u00e7\u00f5es de novas mol\u00e9culas t\u00eam ficado para tr\u00e1s e existem 32 ingredientes ativos aguardando an\u00e1lise: s\u00e3o 15 fungicidas, nove herbicidas e oito inseticidas. Com isso, afirma a entidade, o Pa\u00eds segue atrasado sob o ponto de vista de ado\u00e7\u00e3o de novas tecnologias.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Aprova\u00e7\u00f5es trazem novos riscos a abelhas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"800\" height=\"577\" src=\"http:\/\/radiosul.net\/wp\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/F_0001068032.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-5821\" srcset=\"https:\/\/radiosul.net\/wp\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/F_0001068032.jpg 800w, https:\/\/radiosul.net\/wp\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/F_0001068032-300x216.jpg 300w, https:\/\/radiosul.net\/wp\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/F_0001068032-768x554.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><br> Mortandade, mudan\u00e7a de comportamento e letargia s\u00e3o alguns dos reflexos dos agrot\u00f3xicos <br> \/PHILIPPE HUGUEN\/AFP\/JC<br><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"> H\u00e1 um temor de que os registros lan\u00e7ados agravem ainda mais um problema verificado ao menos desde 2018 no Estado e em diferentes regi\u00f5es do Brasil: a mortandade de abelhas. De acordo com a presidente do Conselho Regional de Medicina Veterin\u00e1ria do Rio Grande do Sul (CRMV-RS), Lisandra Dornelles, houve, recentemente, a diminui\u00e7\u00e3o maci\u00e7a de colmeias em todo o Pa\u00eds, dizimando cerca de 400 milh\u00f5es de abelhas. E a estimativa de algumas entidades \u00e9 que, at\u00e9 2035, se nada for feito para mudar esse quadro, a esp\u00e9cie poder\u00e1 ser extinta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Entre os registros aprovados, diz Lisandra, est\u00e3o produtos que t\u00eam como base o fipronil, que afeta o sistema nervoso das abelhas e causa danos de diferentes formas. Um deles \u00e9 pelo ac\u00famulo no corpo do inseto, quando o contato ocorre pela pulveriza\u00e7\u00e3o. O qu\u00edmico tamb\u00e9m \u00e9 absorvido quando a abelha caminha sobre a planta pulverizada ou ingere p\u00f3len contaminado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A m\u00e9dica veterin\u00e1ria destaca, ainda, que os componentes hormonais em uso pelos fabricantes de agrot\u00f3xicos tamb\u00e9m podem diminuir o tempo de vida das abelhas ou as deixar mais let\u00e1rgicas, reduzindo a produ\u00e7\u00e3o de alimentos na colmeia, levando os insetos \u00e0 morte. &#8220;Esse produtos podem ter efeito letal ou subletal quando \u00e9 acumulativo, afetando a produ\u00e7\u00e3o de alimentos dentro das colmeias ou a fertilidade da abelha-rainha. De uma forma ou outra, o resultado \u00e9 desastroso e ainda vai prejudicar a pr\u00f3pria agricultura&#8221;, alerta Lisandra.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Foto:   CLISENBERG VIA VISUALHUNT.COM\/DIVULGA\u00c7\u00c3O\/JC<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Fonte: Jornal do Com\u00e9rcio<br><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mais de 200 novos registros foram liberados apenas nos primeiros sete meses deste ano Os mais de 200 novos registros de produtos qu\u00edmicos liberados para uso em lavouras do Brasil apenas nos primeiros sete meses deste ano trouxeram novamente \u00e0 tona um emaranhado de temas econ\u00f4micos, ambientais e de sa\u00fade humana envolvendo uma antiga e &hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":5822,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[7,230,205,28],"class_list":["post-5819","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-agro","tag-agronegocio","tag-agrotoxico","tag-campo","tag-lavoura"],"aioseo_notices":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/radiosul.net\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5819","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/radiosul.net\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/radiosul.net\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/radiosul.net\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/radiosul.net\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5819"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/radiosul.net\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5819\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5823,"href":"https:\/\/radiosul.net\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5819\/revisions\/5823"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/radiosul.net\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/media\/5822"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/radiosul.net\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5819"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/radiosul.net\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5819"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/radiosul.net\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5819"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}