{"id":32149,"date":"2025-10-14T12:08:00","date_gmt":"2025-10-14T15:08:00","guid":{"rendered":"https:\/\/radiosul.net\/wp\/?p=32149"},"modified":"2025-11-05T19:16:26","modified_gmt":"2025-11-05T22:16:26","slug":"rs-deve-ter-safra-de-41-milhoes-de-toneladas-puxada-por-soja-arroz-e-trigo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/radiosul.net\/wp\/2025\/rs-deve-ter-safra-de-41-milhoes-de-toneladas-puxada-por-soja-arroz-e-trigo\/","title":{"rendered":"RS deve ter safra de 41 milh\u00f5es de toneladas, puxada por soja, arroz e trigo"},"content":{"rendered":"\n<p>O <strong>Rio Grande do Sul<\/strong> poder\u00e1 registrar, na safra 2025\/2026, o maior volume de gr\u00e3os de sua hist\u00f3ria. A estimativa divulgada&nbsp;ontem pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) aponta para <strong>40,9 milh\u00f5es de toneladas<\/strong>, crescimento de 13,7% em rela\u00e7\u00e3o ao ciclo anterior e o maior patamar desde o in\u00edcio da s\u00e9rie hist\u00f3rica, em 1976\/1977.<\/p>\n\n\n\n<p>O desempenho coloca o <strong>Estado com 11,5% da produ\u00e7\u00e3o nacional<\/strong>, que tamb\u00e9m deve atingir <strong>novo recorde, com 354,7 milh\u00f5es de toneladas de gr\u00e3os<\/strong> projetadas para o Pa\u00eds. Mesmo ap\u00f3s um ciclo afetado por eventos clim\u00e1ticos extremos, o Rio Grande do Sul tende a se consolidar como terceiro maior produtor de gr\u00e3os do Brasil, atr\u00e1s apenas de Mato Grosso e Paran\u00e1.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c<strong>Apesar dos desafios recentes, o Rio Grande do Sul se posiciona para uma safra promissora em 2025\/26, com boa perspectiva de recupera\u00e7\u00e3o da soja e bom desempenho nas culturas de arroz e trigo. O resultado depender\u00e1 da estabilidade clim\u00e1tica nos pr\u00f3ximos meses<\/strong>\u201d, destacou o presidente da Conab, Edegar Pretto.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o Conselho Permanente de Agrometeorologia Aplicada do RS (Copaaergs), o \u00faltimo trimestre de 2025 deve registrar <strong>chuvas variando de normal a ligeiramente abaixo da m\u00e9dia<\/strong>, com temperaturas em eleva\u00e7\u00e3o gradual. As anomalias no Oceano Pac\u00edfico Equatorial indicam <strong>neutralidade do fen\u00f4meno El Ni\u00f1o<\/strong>, com 65% de probabilidade de <strong>transi\u00e7\u00e3o para La Ni\u00f1a fraco a moderado<\/strong> no per\u00edodo.<\/p>\n\n\n\n<p>O agrometeorologista da Secretaria da Agricultura do RS, Flavio Varone, confirmou ao <strong>Jornal do Com\u00e9rcio<\/strong> que o <strong>panorama clim\u00e1tico <\/strong>estadual permanece<strong> praticamente inalterado desde a Expointer 2025<\/strong>, com um <strong>La Ni\u00f1a fraco e de curta dura\u00e7\u00e3o<\/strong>, que at\u00e9 o momento n\u00e3o deve comprometer a produ\u00e7\u00e3o de gr\u00e3os do Estado. No entanto, recomenda-se aten\u00e7\u00e3o ao <strong>manejo da irriga\u00e7\u00e3o, conserva\u00e7\u00e3o do solo e escalonamento da semeadura<\/strong>, estrat\u00e9gias que ajudam a mitigar os efeitos de poss\u00edveis chuvas abaixo da m\u00e9dia, especialmente em novembro e dezembro.<\/p>\n\n\n\n<p>A principal aposta para o desempenho recorde \u00e9 a <strong>recupera\u00e7\u00e3o da soja<\/strong>, carro-chefe da agricultura ga\u00facha. Ap\u00f3s uma forte quebra na safra 2024\/25, devido \u00e0 estiagem, a <strong>Conab projeta 22,4 milh\u00f5es de toneladas<\/strong>, avan\u00e7o de 34,9% em rela\u00e7\u00e3o ao ciclo anterior.<\/p>\n\n\n\n<p>A \u00e1rea cultivada deve crescer 1%, chegando a <strong>7,2 milh\u00f5es de hectares<\/strong>, com produtividade m\u00e9dia prevista de <strong>3.129 kg por hectare<\/strong>, alta de 33,6%. O Rio Grande do Sul dever\u00e1 manter-se como segundo maior produtor de soja do Brasil, atr\u00e1s de Mato Grosso.<\/p>\n\n\n\n<p>O in\u00edcio da semeadura ainda \u00e9 incipiente, mas a expectativa \u00e9 de que o <strong>retorno das chuvas e a regulariza\u00e7\u00e3o das temperaturas beneficiem o desenvolvimento inicial das lavouras<\/strong>. Caso o cen\u00e1rio se confirme, o Estado poder\u00e1 compensar parte das perdas econ\u00f4micas acumuladas em 2024 e impulsionar as exporta\u00e7\u00f5es agr\u00edcolas a partir do segundo semestre de 2026.<\/p>\n\n\n\n<p>Mesmo diante da <strong>queda dos pre\u00e7os internos<\/strong> e da consequente <strong>redu\u00e7\u00e3o de 3,1% na \u00e1rea plantada<\/strong>, o Rio Grande do Sul seguir\u00e1 respondendo por cerca de 70% da colheita nacional de <strong>arroz<\/strong>. A Conab estima uma produ\u00e7\u00e3o de <strong>7,8 milh\u00f5es de toneladas<\/strong> em 938,1 mil hectares, <strong>retra\u00e7\u00e3o de 10,5%<\/strong> em rela\u00e7\u00e3o ao ciclo anterior. Apesar da redu\u00e7\u00e3o, os reservat\u00f3rios das lavouras irrigadas est\u00e3o em n\u00edveis satisfat\u00f3rios, e a previs\u00e3o de alta radia\u00e7\u00e3o solar e temperaturas elevadas nos meses de ver\u00e3o favorece as fases de flora\u00e7\u00e3o e enchimento dos gr\u00e3os, aponta o levantamento da estatal.<\/p>\n\n\n\n<p>Varone alerta que os produtores devem manter <strong>aten\u00e7\u00e3o especial ao uso e armazenamento da \u00e1gua<\/strong>, considerando o <strong>progn\u00f3stico de chuvas ligeiramente abaixo da m\u00e9dia<\/strong> em novembro e dezembro. At\u00e9 o in\u00edcio de outubro, <strong>18% da \u00e1rea prevista j\u00e1 havia sido semeada<\/strong>, com boas condi\u00e7\u00f5es agron\u00f4micas.<\/p>\n\n\n\n<p>No <strong>trigo<\/strong>, o Rio Grande do Sul continua \u00e0 frente como <strong>principal produtor do Brasil<\/strong>, mesmo com uma <strong>redu\u00e7\u00e3o de 13,7%<\/strong> na \u00e1rea plantada, que totaliza <strong>1,16 milh\u00e3o de hectares<\/strong>. A produ\u00e7\u00e3o estimada \u00e9 de <strong>3,7 milh\u00f5es de toneladas<\/strong>, recuo de 6,3% em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 safra anterior.<\/p>\n\n\n\n<p>A queda reflete a combina\u00e7\u00e3o de <strong>estiagem no per\u00edodo de plantio, perdas nas \u00faltimas safras e menor investimento em fertilizantes<\/strong>, mas as <strong>lavouras mostram bom desenvolvimento, e o clima deve permanecer favor\u00e1vel<\/strong> \u00e0 matura\u00e7\u00e3o dos gr\u00e3os. A colheita j\u00e1 foi iniciada, com expectativa de produtividade superior \u00e0 m\u00e9dia dos \u00faltimos anos.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Demais culturas consolidam quadro positivo<\/h2>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m das tr\u00eas principais culturas, o levantamento da Conab projeta <strong>avan\u00e7os na aveia e na canola, e estabilidade no milho e no feij\u00e3o<\/strong>. O milho da primeira safra mant\u00e9m o Rio Grande do Sul como l\u00edder nacional, com 817,2 mil hectares semeados e 5,4 milh\u00f5es de toneladas previstas, mesmo com leve queda na produ\u00e7\u00e3o. O feij\u00e3o deve crescer 4,2%, alcan\u00e7ando 76,6 mil toneladas. A aveia ter\u00e1 \u00e1rea recorde de 384,6 mil hectares e produ\u00e7\u00e3o de 965 mil toneladas, alta de 14,6%. A canola pode saltar 66,2%, para 320,7 mil toneladas, consolidando o Estado como maior produtor nacional. A cevada deve recuar 13,4%, mas segue com lavouras em boas condi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>A expectativa de uma safra recorde reflete o <strong>potencial de recupera\u00e7\u00e3o da agricultura ga\u00facha<\/strong> ap\u00f3s um ciclo adverso. Para isso, por\u00e9m, a manuten\u00e7\u00e3o de boas pr\u00e1ticas de manejo, irriga\u00e7\u00e3o e conserva\u00e7\u00e3o do solo ser\u00e3o fundamentais para garantir o desempenho projetado, mesmo diante de eventuais chuvas abaixo da m\u00e9dia no final do ano.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Fonte: Jornal do Com\u00e9rcio<\/em><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Rio Grande do Sul poder\u00e1 registrar, na safra 2025\/2026, o maior volume de gr\u00e3os de sua hist\u00f3ria. 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