{"id":31279,"date":"2025-05-20T15:09:00","date_gmt":"2025-05-20T18:09:00","guid":{"rendered":"https:\/\/radiosul.net\/wp\/?p=31279"},"modified":"2025-05-26T00:40:25","modified_gmt":"2025-05-26T03:40:25","slug":"pouca-chuva-e-temperaturas-baixas-marcaram-o-mes-de-abril","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/radiosul.net\/wp\/2025\/pouca-chuva-e-temperaturas-baixas-marcaram-o-mes-de-abril\/","title":{"rendered":"Pouca chuva e temperaturas baixas marcaram o m\u00eas de abril"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Baixa precipita\u00e7\u00e3o e oscila\u00e7\u00f5es t\u00e9rmicas afetam o setor agropecu\u00e1rio no RS<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>O m\u00eas de abril de 2025 foi marcado por irregularidades clim\u00e1ticas no Rio Grande do Sul, segundo o <a>Comunicado Agrometeorol\u00f3gico n\u00ba 85<\/a>, divulgado pelo Departamento de Diagn\u00f3stico e Pesquisa Agropecu\u00e1ria da Secretaria da Agricultura, Pecu\u00e1ria, Produ\u00e7\u00e3o Sustent\u00e1vel e Irriga\u00e7\u00e3o (DDPA\/Seapi). A combina\u00e7\u00e3o de menos chuva e temperaturas abaixo da m\u00e9dia impactou algumas culturas agr\u00edcolas no Estado.<\/p>\n\n\n\n<p>A precipita\u00e7\u00e3o ficou abaixo da m\u00e9dia hist\u00f3rica dos \u00faltimos 30 anos na maior parte do territ\u00f3rio ga\u00facho. Regi\u00f5es como a Fronteira Oeste registraram os maiores d\u00e9ficits, com desvios negativos entre 100 e 150 mil\u00edmetros. Em contrapartida, \u00e1reas do Litoral e do extremo Sul apresentaram acumulados acima da m\u00e9dia, como em Tramanda\u00ed, que somou 238,4 mm no m\u00eas.<\/p>\n\n\n\n<p>A distribui\u00e7\u00e3o das chuvas ao longo de abril tamb\u00e9m foi irregular. Os primeiros 10 dias concentraram os maiores volumes \u2014 com destaque para Mostardas, que registrou 182,8 mm. J\u00e1 nas semanas seguintes, a escassez predominou, com diversas regi\u00f5es passando v\u00e1rios dias sem precipita\u00e7\u00e3o. Esse padr\u00e3o clim\u00e1tico interferiu no cronograma agr\u00edcola, agravado pelas temperaturas m\u00ednimas persistentemente baixas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAs temperaturas mais baixas reduzem o crescimento das pastagens, fundamentais para a alimenta\u00e7\u00e3o animal no in\u00edcio do inverno\u201d, explica a pesquisadora Loana Cardoso, uma das autoras do levantamento.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar do bom crescimento das pastagens de ver\u00e3o, os primeiros sinais do chamado \u201cvazio forrageiro\u201d j\u00e1 s\u00e3o percept\u00edveis. O plantio das forrageiras de inverno est\u00e1 em andamento e apresenta bom desenvolvimento inicial. Na pecu\u00e1ria de corte, os rebanhos mant\u00eam bom estado corporal. J\u00e1 na bovinocultura leiteira, a necessidade de suplementa\u00e7\u00e3o alimentar foi maior, embora a produ\u00e7\u00e3o tenha se mantido est\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p>Loana destaca que o d\u00e9ficit h\u00eddrico e as oscila\u00e7\u00f5es de temperatura representam desafios relevantes ao setor produtivo. \u201c\u00c9 preciso aten\u00e7\u00e3o redobrada \u00e0s categorias mais exigentes, como os bovinos de leite\u201d, alerta.<\/p>\n\n\n\n<p>Diante do cen\u00e1rio, a pesquisadora refor\u00e7a a import\u00e2ncia do monitoramento clim\u00e1tico cont\u00ednuo e da ado\u00e7\u00e3o de pr\u00e1ticas agr\u00edcolas adaptativas. \u201cA variabilidade meteorol\u00f3gica, com chuvas concentradas e varia\u00e7\u00f5es t\u00e9rmicas acentuadas, continua sendo um fator determinante para o desempenho da agropecu\u00e1ria ga\u00facha\u201d, resume.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Situa\u00e7\u00e3o das principais culturas no Estado<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Nas lavouras de soja, abril encerrou com 88% da \u00e1rea colhida e apenas 1% ainda em fase de enchimento de gr\u00e3os. A colheita avan\u00e7ou 38% no m\u00eas, favorecida pela menor ocorr\u00eancia de chuvas na segunda quinzena. No caso do milho, 90% da \u00e1rea j\u00e1 foi colhida, com destaque para o nordeste do Estado. Os plantios tardios apresentaram bom potencial produtivo, beneficiados pelas chuvas em momentos cr\u00edticos do ciclo.<\/p>\n\n\n\n<p>O arroz tamb\u00e9m avan\u00e7ou significativamente, com a \u00e1rea colhida saltando de 68% para 91%. Contudo, a grande amplitude t\u00e9rmica \u2014 com m\u00e1ximas acima de 30\u00b0C e m\u00ednimas inferiores a 10\u00b0C \u2014 elevou o risco de quebra dos gr\u00e3os, afetando a qualidade comercial. Segundo o Instituto Rio Grandense do Arroz (IRGA), dos 970 mil hectares plantados, mais de 888 mil j\u00e1 foram colhidos, com a Fronteira Oeste e a Plan\u00edcie Costeira Externa liderando em percentual.<\/p>\n\n\n\n<p>Na fruticultura, culturas de clima temperado, como ma\u00e7\u00e3, p\u00eassego e uva, entraram em fase de senesc\u00eancia. A colheita do caqui foi acelerada pelas temperaturas elevadas no in\u00edcio do m\u00eas. Para o kiwi, a falta de chuva exigiu irriga\u00e7\u00e3o localizada. J\u00e1 os citros enfrentaram rachaduras nos frutos devido \u00e0 altern\u00e2ncia entre estiagem e precipita\u00e7\u00f5es, comprometendo a produ\u00e7\u00e3o \u2014 especialmente da laranja-de-umbigo.<\/p>\n\n\n\n<p>O Comunicado Agrometeorol\u00f3gico \u00e9 uma publica\u00e7\u00e3o mensal do grupo de pesquisa do Laborat\u00f3rio de Agrometeorologia e Climatologia Agr\u00edcola do DDPA\/Seapi, que compila os principais dados meteorol\u00f3gicos e as rela\u00e7\u00f5es com as principais culturas agr\u00edcolas do Estado. O estudo est\u00e1 dispon\u00edvel em: www.agricultura.rs.gov.br\/agrometeorologia.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Fonte: Secretaria da Agricultura, Pecu\u00e1ria, Produ\u00e7\u00e3o Sustent\u00e1vel e Irriga\u00e7\u00e3o<\/em><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Baixa precipita\u00e7\u00e3o e oscila\u00e7\u00f5es t\u00e9rmicas afetam o setor agropecu\u00e1rio no RS O m\u00eas de abril de 2025 foi marcado por irregularidades clim\u00e1ticas no Rio Grande do Sul, segundo o Comunicado Agrometeorol\u00f3gico n\u00ba 85, divulgado pelo Departamento de Diagn\u00f3stico e Pesquisa Agropecu\u00e1ria da Secretaria da Agricultura, Pecu\u00e1ria, Produ\u00e7\u00e3o Sustent\u00e1vel e Irriga\u00e7\u00e3o (DDPA\/Seapi). 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