{"id":28631,"date":"2024-09-17T17:52:00","date_gmt":"2024-09-17T20:52:00","guid":{"rendered":"https:\/\/radiosul.net\/wp\/?p=28631"},"modified":"2024-09-17T20:06:48","modified_gmt":"2024-09-17T23:06:48","slug":"conab-projeta-3269-milhoes-de-toneladas-de-graos-na-proxima-safra","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/radiosul.net\/wp\/2024\/conab-projeta-3269-milhoes-de-toneladas-de-graos-na-proxima-safra\/","title":{"rendered":"Conab projeta 326,9 milh\u00f5es de toneladas de gr\u00e3os na pr\u00f3xima safra"},"content":{"rendered":"\n<p>O Brasil poder\u00e1 colher <strong>326,9 milh\u00f5es de toneladas de gr\u00e3os<\/strong> na safra 2024\/2025, o que seria um novo recorde na produ\u00e7\u00e3o nacional. O n\u00famero foi apresentado nesta ter\u00e7a-feira (17) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que destaca a inten\u00e7\u00e3o de <strong>amplia\u00e7\u00e3o de 11,1%<\/strong> na<strong> \u00e1rea<\/strong> a ser cultivada com <strong>arroz<\/strong>, inclusive nas regi\u00f5es Centro-Oeste e Norte.<\/p>\n\n\n\n<p>O movimento faz parte da estrat\u00e9gia do governo federal, que pretende estimular a produ\u00e7\u00e3o do cereal em outros estados para diminuir a depend\u00eancia da safra ga\u00facha para abastecer o Pa\u00eds. Atualmente, o <strong>Rio Grande do Sul<\/strong> \u00e9 respons\u00e1vel por <strong>68% do arroz<\/strong> colhido no Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>Na safra <strong>2024\/2025<\/strong>, cuja semeadura do cereal j\u00e1 se iniciou, os <strong>produtores ga\u00fachos<\/strong> sinalizam inten\u00e7\u00e3o de plantar<strong> 948,3 mil hectares<\/strong>, 5,3% a mais em rela\u00e7\u00e3o ao ciclo anterior. A ideia \u00e9 justamente <strong>aproveitar a boa valoriza\u00e7\u00e3o<\/strong> do cereal no mercado e <strong>avan\u00e7ar sobre mercados do exterior<\/strong>, sem descuidar do <strong>abastecimento interno<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme o gerente de Produtos Agropecu\u00e1rios da estatal S\u00e9rgio Roberto Santos, o <strong>arroz sofreu perdas de \u00e1reas<\/strong> sucessivas <strong>no Pa\u00eds desde 2003<\/strong>, principalmente para as culturas de soja e milho. Tanto que os estoques atuais seriam de apenas 397 mil toneladas, o que se esgotaria em 13 dias.<\/p>\n\n\n\n<p>Agora, com pre\u00e7os atrativos e uma tend\u00eancia de La Ni\u00f1a de fraco a moderado, a sinaliza\u00e7\u00e3o dos produtores \u00e9 de apostar mais na atividade. Se confirmadas as proje\u00e7\u00f5es, a pr\u00f3xima safra pode resultar em uma <strong>produ\u00e7\u00e3o nacional de 12,1 milh\u00f5es de toneladas<\/strong>, 14,7% maior do que no \u00faltimo per\u00edodo. A Conab estima, ainda, 2 milh\u00f5es de toneladas do gr\u00e3o a serem exportadas, contra 1,4 milh\u00e3o de toneladas em importa\u00e7\u00f5es, e a forma\u00e7\u00e3o de estoques com 939,4 mil toneladas.<\/p>\n\n\n\n<p>O cultivo de <strong>feij\u00e3o<\/strong> tamb\u00e9m deve apresentar <strong>aumento de \u00e1rea<\/strong> no pr\u00f3ximo ciclo, estimado em <strong>1,2%<\/strong> sobre a safra 2023\/2024, chegando a <strong>2,89 milh\u00f5es de hectares<\/strong>. Mas, como a produtividade das lavouras tende a apresentar ligeira queda, a colheita da leguminosa dever\u00e1 se manter dentro de uma estabilidade pr\u00f3xima a<strong> 3,28 milh\u00f5es de toneladas<\/strong>, 0,4% superior \u00e0 anterior e a maior desde 2016\/2017. De acordo com o gerente de Fibras e Alimentos B\u00e1sicos da Conab, Gabriel Rabello, a produ\u00e7\u00e3o da cultura seguir\u00e1 ajustada \u00e0 demanda, proporcionando rentabilidade ao produtor.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao todo, o <strong>Brasil deve plantar 81,4 milh\u00f5es de hectares<\/strong> na safra 2024\/2025, com pequeno <strong>aumento de \u00e1rea<\/strong> tamb\u00e9m na cultura de <strong>soja (3%)<\/strong>. A proje\u00e7\u00e3o \u00e9 de que <strong>47,4 milh\u00f5es de hectares<\/strong> sejam plantados com a oleaginosa. E, com rendimento m\u00e9dio de 3.508 quilos por hectare, o volume final poder\u00e1 chegar a <strong>166,2 milh\u00f5es de toneladas<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Mesmo com os pre\u00e7os nacionais em baixa e os desafios de rentabilidade, a cultura se mant\u00e9m <strong>rent\u00e1vel<\/strong> e, principalmente, <strong>com liquidez<\/strong>. A demanda global crescente, impulsionada pelo <strong>aumento do esmagamento<\/strong> e pela <strong>expans\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o de biocombust\u00edveis<\/strong> sustenta as expectativas de amplia\u00e7\u00e3o das exporta\u00e7\u00f5es e do processamento interno.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 em rela\u00e7\u00e3o ao <strong>milho<\/strong>, o cen\u00e1rio \u00e9 de <strong>manuten\u00e7\u00e3o da \u00e1rea<\/strong> a ser cultivada, mas com <strong>recupera\u00e7\u00e3o de produtividade<\/strong>. Com isso, a produ\u00e7\u00e3o estimada \u00e9 de <strong>119,8 milh\u00f5es de toneladas<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>No mercado interno, a <strong>demanda pelo gr\u00e3o<\/strong> dever\u00e1 se manter<strong> aquecida<\/strong>, uma vez que o bom desempenho do mercado exportador de <strong>prote\u00edna animal<\/strong> dever\u00e1 sustentar o consumo por milho, especialmente para<strong> composi\u00e7\u00e3o de ra\u00e7\u00e3o animal<\/strong>. Al\u00e9m disso, \u00e9 esperado um aumento da procura do gr\u00e3o para <strong>produ\u00e7\u00e3o de etanol<\/strong>, sendo estimado um <strong>crescimento de 17,3%<\/strong> para a produ\u00e7\u00e3o do combust\u00edvel produzido a partir do milho.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 no segmento <strong>carnes<\/strong>, o volume total produzido ao final de 2025 \u00e9 projetado em <strong>30,7 milh\u00f5es de toneladas<\/strong>, redu\u00e7\u00e3o de 0,1%. A<strong> maior queda<\/strong>, de 4,3% \u00e9 nos <strong>cortes bovinos<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>O <strong>enxugamento dos rebanhos<\/strong> nos \u00faltimos anos, com abate de f\u00eameas por conta da desvaloriza\u00e7\u00e3o do produto, dever\u00e1 fazer o Pa\u00eds chegar ao fim do pr\u00f3ximo ano com <strong>225,9 milh\u00f5es de cabe\u00e7as<\/strong>, contra 234,3 milh\u00f5es de reses em 2022. Agora, com<strong> menor oferta e as cota\u00e7\u00f5es em alta<\/strong>, um novo ciclo vem se desenvolvendo, com pecuaristas retendo matrizes para produ\u00e7\u00e3o de terneiros. A produ\u00e7\u00e3o de carne bovina dever\u00e1 totalizar <strong>9,7 milh\u00f5es de toneladas<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Paralelamente, a <strong>avicultura<\/strong> de corte e a <strong>suinocultura<\/strong> est\u00e3o em <strong>vi\u00e9s de alta<\/strong>. A produ\u00e7\u00e3o de carnes deve aumentar <strong>2,1% nas aves<\/strong> (15,5 milh\u00f5es de toneladas), com crescimento de 1,9% nas exporta\u00e7\u00f5es (5,199 milh\u00f5es de toneladas). Nos<strong> su\u00ednos<\/strong>, a <strong>alta<\/strong> esperada na<strong> produ\u00e7\u00e3o \u00e9 de 5,4%<\/strong> (5,4 milh\u00f5es de toneladas), e as vendas ao mercado externo devem aumentar 3%, chegando a 1,27 milh\u00e3o de toneladas, mostra o estudo da Conab.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>PRODU\u00c7\u00c3O PROJETADA PARA A AGROPECU\u00c1RIA<br>Arroz \u2013<\/strong> 12,1 milh\u00f5es de toneladas<strong><br>Soja \u2013 <\/strong>166,2 milh\u00f5es de toneladas<strong><br>Milho \u2013 <\/strong>119,8 milh\u00f5es de toneladas<strong><br>Feij\u00e3o \u2013 <\/strong>3,28 milh\u00f5es de toneladas<strong><br>Total gr\u00e3os \u2013 326,9 milh\u00f5es de toneladas<br><\/strong><br><strong>Carne de frango<\/strong><strong>\u2013<\/strong> 15,5 milh\u00f5es de toneladas<br><strong>Carne su\u00edna<\/strong><strong>\u2013<\/strong> 5,4 milh\u00f5es de toneladas<br><strong>Carne bovina<\/strong><strong>\u2013<\/strong> 9,7 milh\u00f5es de toneladas<strong><br>Total carnes \u2013 30,7 milh\u00f5es de toneladas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Fonte: Jornal do Com\u00e9rcio\/Conab<\/em><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Brasil poder\u00e1 colher 326,9 milh\u00f5es de toneladas de gr\u00e3os na safra 2024\/2025, o que seria um novo recorde na produ\u00e7\u00e3o nacional. O n\u00famero foi apresentado nesta ter\u00e7a-feira (17) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que destaca a inten\u00e7\u00e3o de amplia\u00e7\u00e3o de 11,1% na \u00e1rea a ser cultivada com arroz, inclusive nas regi\u00f5es Centro-Oeste e &hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":9,"featured_media":28633,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[122,1,126,147],"tags":[],"class_list":["post-28631","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-agricultura","category-agro","category-destacados","category-economia"],"aioseo_notices":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/radiosul.net\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/28631","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/radiosul.net\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/radiosul.net\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/radiosul.net\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/users\/9"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/radiosul.net\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=28631"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/radiosul.net\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/28631\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":28641,"href":"https:\/\/radiosul.net\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/28631\/revisions\/28641"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/radiosul.net\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/media\/28633"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/radiosul.net\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=28631"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/radiosul.net\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=28631"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/radiosul.net\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=28631"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}