{"id":14233,"date":"2020-07-27T07:05:00","date_gmt":"2020-07-27T10:05:00","guid":{"rendered":"https:\/\/radiosul.net\/wp\/?p=14233"},"modified":"2020-07-27T03:33:53","modified_gmt":"2020-07-27T06:33:53","slug":"amazonia-projetos-preveem-criacao-de-quase-500-mil-empregos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/radiosul.net\/wp\/2020\/amazonia-projetos-preveem-criacao-de-quase-500-mil-empregos\/","title":{"rendered":"Amaz\u00f4nia: projetos preveem cria\u00e7\u00e3o de quase 500 mil empregos"},"content":{"rendered":"\n<p><em>As vagas seriam nas \u00e1reas de reflorestamento e desenvolvimento da piscicultura local. Bioeconomia da regi\u00e3o entrou em foco ante press\u00f5es internas e externas<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>A discuss\u00e3o em torno do avan\u00e7o das queimadas na Amaz\u00f4nia deixou mais evidente que o Brasil precisa decidir com urg\u00eancia uma estrat\u00e9gia para a regi\u00e3o. \u00c9 a primeira vez, em mais de quatro d\u00e9cadas, que a regi\u00e3o passou a ser o tema principal dos debates no pa\u00eds, principalmente pelo aumento da press\u00e3o feita tanto por investidores estrangeiros quanto por grandes empres\u00e1rios brasileiros.<\/p>\n\n\n\n<p>As solu\u00e7\u00f5es propostas para a regi\u00e3o passam pelo desenvolvimento de uma bioeconomia (economia sustent\u00e1vel) que surge com cada vez mais for\u00e7a. Entidades civis, empres\u00e1rios de diversos setores, especialistas em meio ambiente e at\u00e9 ex-presidentes do Banco Central e ex-ministros da Economia j\u00e1 levaram ao governo sugest\u00f5es para a cria\u00e7\u00e3o de uma economia verde na regi\u00e3o. A ideia un\u00e2nime \u00e9 usar recursos da floresta sem derrub\u00e1-la.<\/p>\n\n\n\n<p>Na semana passada, o movimento recebeu refor\u00e7o dos tr\u00eas maiores bancos do pa\u00eds. Bradesco, Ita\u00fa e Santander apresentaram plano com dez propostas que v\u00e3o do est\u00edmulo \u00e0s monoculturas sustent\u00e1veis, por meio de linhas de financiamento, ao plano de atrair investimentos que promovam parcerias e o desenvolvimento de tecnologias voltadas \u00e0 bioeconomia.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Rubens Barbosa, presidente do Instituto de Rela\u00e7\u00f5es Internacionais e Com\u00e9rcio Exterior (Irice), a Amaz\u00f4nia pode ser um foco de desenvolvimento, principalmente neste momento em que o pa\u00eds precisa sair da crise, buscar financiamento externo e afastar o risco de ter produtos da \u00e1rea agr\u00edcola boicotados no exterior.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO Brasil \u00e9 a terceira pot\u00eancia mundial em exporta\u00e7\u00e3o de produtos agr\u00edcolas e estamos correndo o risco de sermos penalizados por causa da quest\u00e3o da Amaz\u00f4nia, por isso essa deve ser uma das prioridades do governo brasileiro\u201d, diz Barbosa.<\/p>\n\n\n\n<p>Junto com o Instituto Escolhas, o Irice entregou ao vice-presidente Hamilton Mour\u00e3o propostas para destravar a bioeconomia da Amaz\u00f4nia nas \u00e1reas de financiamento e estrutura, desenvolvimento de produtos e de mercados e prote\u00e7\u00e3o da biodiversidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Em artigo para a revista Interesse Nacional, que preparou uma edi\u00e7\u00e3o especial sobre bioeconomia, o pr\u00f3prio Mour\u00e3o defende uma articula\u00e7\u00e3o entre governo e iniciativa privada para o desenvolvimento sustent\u00e1vel da regi\u00e3o. \u201cO futuro da Amaz\u00f4nia depende de uma articula\u00e7\u00e3o original entre capital, conhecimento, trabalho, tecnologia e natureza\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Empregos<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>Nos planos para a Amaz\u00f4nia, uma das preocupa\u00e7\u00f5es \u00e9 a gera\u00e7\u00e3o de empregos. O potencial \u00e9 de milhares de vagas. Apenas dois projetos j\u00e1 apresentados pelo Instituto Escolhas preveem a cria\u00e7\u00e3o de quase 500 mil empregos nas \u00e1reas de reflorestamento e desenvolvimento da piscicultura.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEu acho que tem um movimento interessante, o tema voltou a ficar quente. Em que pesem as resist\u00eancias da Presid\u00eancia, o pa\u00eds est\u00e1 come\u00e7ando a entender que, se n\u00e3o tratar bem a quest\u00e3o do meio ambiente, est\u00e1 fora do jogo dos investimentos internacionais, porque isso est\u00e1 sendo cobrado como condi\u00e7\u00e3o\u201d, diz S\u00e9rgio Leit\u00e3o, diretor executivo do instituto.<\/p>\n\n\n\n<p>Um dos projetos do instituto prev\u00ea o reflorestamento de 12 milh\u00f5es de hectares de \u00e1reas desmatadas, meta assumida pelo governo brasileiro em 2015 no Acordo de Paris. Pronto h\u00e1 quatro anos, o estudo prev\u00ea a necessidade de investimentos p\u00fablicos e privados de R$ 52 bilh\u00f5es at\u00e9 2030. A estimativa \u00e9 de gera\u00e7\u00e3o de R$ 28 bilh\u00f5es em receitas e 215 mil empregos. \u201cSeriam necess\u00e1rias 8 bilh\u00f5es de \u00e1rvores nativas para cobrir a \u00e1rea\u201d, diz Leit\u00e3o. \u201cO pa\u00eds criaria uma ind\u00fastria de recupera\u00e7\u00e3o de floresta tropical e envolveria uma grande cadeia produtiva.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>V\u00e1rias institui\u00e7\u00f5es querem que projetos para uma Amaz\u00f4nia sustent\u00e1vel fa\u00e7am parte do programa de retomada da economia no p\u00f3s-pandemia, at\u00e9 porque as press\u00f5es externas pelo fim do desmatamento colocam em risco novos investimentos no pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cOs investidores est\u00e3o carimbando o dinheiro e ele s\u00f3 poder\u00e1 ser usado em projetos com impacto social e ambiental positivo\u201d, diz Marina Grossi, presidente do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustent\u00e1vel (CEBDS), que re\u00fane 60 grandes grupos empresariais e tamb\u00e9m levou propostas ao governo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Desmatamento zero (17 ex-ministros da Fazenda e ex-presidentes do BC e de 60 das maiores empresas do pa\u00eds)<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Acabar com o desmatamento na Amaz\u00f4nia e no Cerrado. O desmatamento responde por emiss\u00f5es de CO2 maiores que as de todo o setor industrial ou o de transporte.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Lastro verde (Bradesco, Ita\u00fa e Santander)<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Fomentar projetos de desenvolvimento econ\u00f4mico e conserva\u00e7\u00e3o por meio de ativos e instrumentos financeiros de lastro verde, como o pagamento por servi\u00e7os ambientais e CBIOs \u2013 mercado de cr\u00e9ditos de descarboniza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Desenvolvimento industrial (Irice e Instituto Escolhas)<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Mapear as mat\u00e9rias-primas e recursos da regi\u00e3o amaz\u00f4nica, identificando a voca\u00e7\u00e3o de cada microrregi\u00e3o, e estimular o desenvolvimento da ind\u00fastria local. Criar programas de atra\u00e7\u00e3o e fixa\u00e7\u00e3o de pesquisadores na Amaz\u00f4nia.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Sebrae da Floresta (Irice e Escolhas)<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Implementar o \u201cSebrae da Floresta\u201d, com foco nos produtores para estimular a cultura empreendedora na regi\u00e3o. Incentivar, via acesso a cr\u00e9dito e a pol\u00edticas p\u00fablicas, a formaliza\u00e7\u00e3o dos produtores, cooperativas e associa\u00e7\u00f5es locais.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Plano de zoneamento (iCS)<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Fazer valer o plano de zoneamento econ\u00f4mico ecol\u00f3gico para definir as voca\u00e7\u00f5es de cada estado. O plano prev\u00ea, por exemplo, o desenvolvimento de sistemas agroflorestais, t\u00e9cnicas sustent\u00e1veis para a pecu\u00e1ria onde a atividade j\u00e1 existe e concess\u00f5es para explora\u00e7\u00e3o sustent\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Plano Safra (iCS)<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Adequa\u00e7\u00e3o do Plano Safra, colocando metas de financiamento para a agricultura de baixo carbono e, assim, evitar a degrada\u00e7\u00e3o da floresta pelo uso n\u00e3o sustent\u00e1vel, principalmente pela pecu\u00e1ria. Ampliar a verba do programa Agricultura de Baixo Carbono (ABC), que hoje n\u00e3o chega a 5% do total de financiamentos do Plano Safra.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Bolsa de Mercadorias (Governo do Estado do Amazonas)&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Cria\u00e7\u00e3o da Bolsa de Mercadorias da Amaz\u00f4nia (BMA), que funcionaria como um mercado onde vendedores e compradores se re\u00fanem para negociar os produtos do bioma amaz\u00f4nico, com garantia de qualidade, entrega e pagamento. Isso seria garantido por meio de instrumentos como contratos padronizados, unidades de recebimento e armazenamento de produtos estrategicamente posicionados, al\u00e9m da dissemina\u00e7\u00e3o em massa dos pre\u00e7os em tempo real.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Fonte: Canal Rural\/Estad\u00e3o Conte\u00fado<\/em><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As vagas seriam nas \u00e1reas de reflorestamento e desenvolvimento da piscicultura local. 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