Treinamento de comparsas certificadas reforça controle de qualidade da lã gaúcha
Atividade reuniu equipes credenciadas da Lã Gaúcha e reforçou procedimentos de rastreabilidade e auditoria permanente
A Associação Brasileira de Criadores de Ovinos (Arco) promoveu uma atualização técnica com as comparsas certificadas pelo Programa de Certificação da Lã Gaúcha. As comparsas, formadas por equipes de esquiladores de ovinos, atuam na classificação e certificação da produção. A atividade teve como foco a padronização de procedimentos, o fortalecimento dos protocolos de qualidade e a capacitação contínua dos profissionais envolvidos no processo.
A ação integra a parceria entre a Arco e a Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), voltado ao fortalecimento da cadeia produtiva da ovinocultura gaúcha e à qualificação dos processos de certificação da lã.
O curso foi realizado na Estância Vista Alegre, em Pedras Altas, propriedade da criadora e vice-presidente da Arco, Elisabeth Lemos, que cedeu o espaço e o rebanho utilizados nas atividades práticas.
Treinamento
A capacitação foi ministrada por Daniel Duarte, técnico com 25 anos de experiência na certificação de lã no Uruguai e integrante do programa desde sua implantação na Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul. Segundo o responsável pelo programa de certificação da lã da Arco, Sérgio Muñoz, a escolha do instrutor se deve à sua trajetória e reconhecida experiência no setor.
Atualmente, 13 comparsas estão habilitadas a utilizar o selo da Lã Gaúcha após validação técnica da Arco. De acordo com Muñoz, todas as equipes passam por auditorias permanentes e cada lote certificado é identificado, garantindo rastreabilidade e acompanhamento contínuo da qualidade do serviço.
O treinamento também abordou a correta emissão dos romaneios, documentos que acompanham a lã desde a propriedade até o destino final, assegurando a rastreabilidade e a segurança comercial da produção.
Outro tema debatido foi a necessidade de ampliar o número de profissionais capacitados em algumas regiões do Estado, especialmente nas Missões. Segundo Muñoz, a demanda por certificação tem crescido e exige a formação de novas equipes especializadas.
Fonte: Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação

