
Setor orizícola aposta em campanha e nutrição para ampliar consumo
Diante de mudanças nos hábitos alimentares e da necessidade de sustentar a demanda interna, o setor orizícola brasileiro intensifica ações de valorização do arroz junto ao consumidor. Após a primeira etapa da campanha “Arroz Combina” alcançar 12,3 milhões de pessoas e gerar 19,2 milhões de visualizações em conteúdos digitais, a Associação Brasileira da Indústria do Arroz (Abiarroz) lançou uma nova fase.
A iniciativa amplia o foco para diferentes contextos de consumo, com ênfase em praticidade, versatilidade e alimentação equilibrada. Segundo o presidente da entidade, Renato Franzner, a estratégia acompanha mudanças no comportamento do consumidor. “O consumidor mudou e hoje valoriza soluções que aliam praticidade e qualidade nutricional. O arroz reúne esses atributos e se adapta a diferentes momentos de consumo”, afirma.
A campanha mantém forte presença no ambiente digital, com participação de influenciadores, chefs, nutricionistas e profissionais da saúde, além de conteúdos voltados à rotina doméstica e ao público fitness.
Paralelamente, o Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) leva o cereal ao Congresso Brasileiro de Nutrição (Conbran 2026), que ocorre de 12 a 15 de maio, em Curitiba, ampliando a abordagem sobre o papel do arroz na alimentação. No evento, o instituto destaca atributos como ausência de glúten, fácil digestão e papel como fonte de energia, além de iniciativas ligadas à sustentabilidade na produção.
O presidente do Irga, Alexandre Azevedo Velho, afirma que a participação reforça a importância do alimento na dieta dos brasileiros. “Arroz é comida de verdade”, destaca.
As ações refletem um esforço do setor para ampliar o protagonismo do arroz no cotidiano, em um cenário em que conveniência, saudabilidade e versatilidade ganham espaço nas decisões de consumo.
O Brasil consome cerca de 10,8 milhões de toneladas de arroz por ano e mantém posição de destaque na produção global fora da Ásia, com presença em mais de 100 mercados internacionais.
Fonte: Jornal do Comércio

