Abertura da Colheita do Arroz começa com foco em mercado e sustentabilidade

A 36ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz em Terras Baixas começa hoje, na Estação Experimental da Embrapa Clima Temperado, em Capão do Leão, com uma programação voltada ao cenário de mercado, inovação e estratégias de sustentabilidade na produção orizícola. Com o tema Cenário Atual e Perspectivas – Conectando o Campo ao Mercado, o evento propõe discutir os caminhos que ligam a produção rural aos diferentes mercados e os temas considerados centrais para o setor.

Realizada pela Federação das Associações de Arrozeiros do RS (Federarroz), pela Embrapa e pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), a mostra reúne 230 expositores e amplia vitrines tecnológicas e espaço da agricultura familiar. A programação técnica se estende até quinta-feira (26), quando ocorre a cerimônia oficial de abertura, às 16h. A expectativa dos organizadores é reunir mais de 21 mil pessoas ao longo dos três dias do evento.

Nesta terça, a primeira atividade será às 10h, no Auditório Frederico Costa. O painel inaugural reúne o presidente da Federarroz, Denis Dias Nunes; o chefe-geral da Embrapa Clima Temperado, Leonardo Ferreira Dutra; o superintendente do Senar/RS, Eduardo Condorelli; o presidente da Farsul, Domingos Velho Lopes; e o presidente do IRGA, Alexandre Velho.

Também às 10h, na Arena de Inovação, ocorre o painel “Parcerias que geram valor: iTEC/FURG e a inovação tecnológica no campo”. A diretora de Ambientes de Inovação da Secretaria de Inovação, Ciência e Tecnologia do RS, Andréia Dullius, destaca que o Estado tem investido em pesquisas de alto risco tecnológico, geralmente em estágios iniciais de maturidade, e que o desafio está na transferência dessas soluções ao setor produtivo.

O governo tem um papel de investir em pesquisas que têm risco tecnológico alto, mas precisamos articular com os outros entes do ecossistema para que essa transferência tecnológica aconteça de forma mais rápida”, afirma.

Ela cita como exemplo a AgriFence, startup desenvolvida na Universidade Federal do Rio Grande (FURG), voltada ao monitoramento virtual de máquinas e produtividade agrícola. Em 2025, segundo a diretora, cerca de R$ 20 milhões foram destinados a parques tecnológicos com foco em projetos ligados à resiliência climática. 

Na quarta-feira (25), às 10h, um dos debates técnicos da programação aborda o tema “Arroz de Baixo Carbono: desafios e oportunidades de produzir com baixo impacto climático”. A palestra será apresentada pelo professor Cimélio Bayer, da Faculdade de Agronomia da UFRGS, com moderação da pesquisadora Walkyria Scivittaro, da Embrapa Clima Temperado.

Fonte: Jornal do Comércio

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