
Começa a colheita da soja no Rio Grande do Sul
Os cultivos de soja estão avançando para as fases finais do ciclo fenológico e, em algumas áreas, já foi iniciada a colheita que atinge pouco menos de 1% da área total cultivada. De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado nesta quinta-feira (27), o estágio de enchimento de grãos é predominante (56%), e 12% das lavouras estão em maturação, 25% em floração e 6% em germinação e desenvolvimento vegetativo.
A produtividade inicial está menor que a estimada. A área de cultivo inicialmente projetada pela Emater/RS-Ascar foi estimada em 6.811.344 hectares e a produtividade média em 3.179 kg/ha. No momento, a instituição está realizando o levantamento nos municípios produtores e as reestimativas de área e de produtividade das culturas de verão serão divulgadas durante o tradicional Café para a Imprensa na 25ª Expodireto Cotrijal, no dia 11 de março, no município de Não-Me-Toque.
Apesar das chuvas generalizadas em 16 e 17 de fevereiro, e isoladas nos dias subsequentes, a situação das lavouras varia de acordo com os volumes pluviométricos registrados, a capacidade de infiltração e a retenção de água dos solos, além das condições edafoclimáticas predominantes durante o plantio.
Em grande parte do Estado, as precipitações irregulares e as elevadas temperaturas têm causado, a morte prematura das folhas do terço inferior, a queda de vagens e a formação heterogênea dos grãos (normais e subdesenvolvidos), mesmo na ausência de sinais visíveis de murchamento foliar. A arquitetura das plantas caracteriza-se por uma haste principal com entrenós mais curtos, menor emissão de ramos laterais e concentração foliar no terço superior, de folhas mais estreitas e alongadas.
Em áreas mais afetadas pela estiagem, como no Centro-Oeste do Estado, observa-se a ausência de fechamento das entrelinhas e predomínio de haste única nas plantas, ou seja, sem ramificações laterais. Onde as chuvas foram mais expressivas – predominantemente a Leste –, as lavouras apresentam potencial produtivo satisfatório, mas demandam umidade para a completa formação dos grãos.
Fonte: Jornal do Comércio