Animais das raças Angus e Ultrablack são premiados na Exposição Nacional de Curral na 100ª Expofeira, em Pelotas
Fêmeas e machos das duas raças foram julgados nesta quarta-feira (7), no Parque de Exposições Ildefonso Simões Lopes
A qualidade dos animais apresentados marcou a Exposição Nacional de Curral Angus e Ultrablack, realizada nesta quarta-feira (7), durante a 100ª Expofeira, em Pelotas. Promovida pela Associação Brasileira de Angus, a disputa reuniu 111 animais de 13 expositores, sendo 108 Angus e três Ultrablack. O julgamento foi conduzido pelo uruguaio Andrés Peñagaricano, das 9h às 18h, no Parque de Exposições Ildefonso Simões Lopes.
Fêmeas
Entre as fêmeas Angus, a Grande Campeã Terneira foi o Lote 13, TAT 02261, de Joaquim Francisco B. Assumpção Mello, da Estância Santa Eulália, de Pelotas/RS. O Lote 5, TAT 30, de Catia Lusia Fernandes Fagundes, da Cabanha Renascer, de Rio Grande/RS, ficou como Reservada Grande Campeã. A Terceira Melhor foi o Lote 2A, TAT 4199, de José Paulo Dornelles Cairoli, da Fazenda Reconquista, de Alegrete/RS.
No Grande Campeonato de Trio de Fêmeas, o título ficou com o Lote 22, formado pelas fêmeas TAT 1039, TAT 1018 e TAT 996, de César Augusto Rabassa Hax, da Estância Passo Comprido, de Santa Vitória do Palmar/RS. O Lote 30, com as fêmeas TAT FIV18, TAT 730, TAT FIV07 e TAT 716, de Fábio Langlois Ruivo, da Cabanha Recalada, de Capão do Leão/RS, foi o Reservado Grande Campeão. O Terceiro Melhor Trio foi o Lote 12, composto pelas fêmeas TAT TE4094, TAT TE4067 e TAT 4027, de José Paulo Dornelles Cairoli, da Fazenda Reconquista, de Alegrete/RS.
No Grande Campeonato Individual de Fêmeas Angus, a Grande Campeã foi o Lote 32, uma Vaca Jovem, TAT FIV12+1, de Fábio Langlois Ruivo, da Cabanha Recalada, de Capão do Leão/RS. A Reservada Grande Campeã foi o Lote 44B, Vaca Adulta, TAT 734, de Francisco Azambuja Amaral, da Estância Três Marias, de Santa Vitória do Palmar/RS. A Terceira Melhor foi o Lote 31, Novilha Maior, TAT TB977, da Parceria Rotta Assis, da Estância Tradição, de Santa Vitória do Palmar/RS.
Entre os animais Ultrablack, a Grande Campeã foi o Lote 2, uma Novilha Maior, TAT 2, da Pecuária Vale das Águas, de Mateus Garra Figueiredo, de Lavras do Sul/RS. O Lote 1, Novilha Menor, TAT 4, da mesma propriedade, ficou como Reservada Grande Campeã.
Machos
No Grande Campeonato Individual de Machos Ultrablack, o título ficou com o Lote 3, Touro Júnior, TAT 71, também da Pecuária Vale das Águas, de Mateus Garra Figueiredo, de Lavras do Sul/RS.
Entre os Terneiros Machos Angus, o Grande Campeão foi o Lote 88A, Terneiro Maior, TAT 1053, de César Augusto Rabassa Hax, da Estância Passo Comprido, de Santa Vitória do Palmar/RS. O Reservado Grande Campeão foi o Lote 48, Terneiro Maior, TAT FIVG88, de Virbasp Transp. Agric. e Pec. Ltda., da Fazenda Basso Pancotte, de Soledade/RS. O Terceiro Melhor foi o Lote 56, Terneiro Maior, TAT 02268, de Joaquim Francisco B. Assumpção Mello, da Estância Santa Eulália, de Pelotas/RS.
No Grande Campeonato de Trio de Machos Angus, o Grande Campeão foi o Lote 88, Terneiro Maior, formado pelos animais TAT 1053, TAT 1062 e TAT 1073, de César Augusto Rabassa Hax, da Estância Passo Comprido, de Santa Vitória do Palmar/RS. O Reservado Grande Campeão foi o Lote 93, Touro Dois Anos, composto pelos animais TAT D49, TAT D29 e TAT D42, de Helena Rotta Pereira, da Estância Santa Amélia, de Santa Vitória do Palmar/RS. O Terceiro Melhor Trio foi o Lote 91, Touro Dois Anos, com os animais TAT 971, TAT 963 e TAT 961, de Francisco Azambuja Amaral, da Estância Três Marias, de Santa Vitória do Palmar/RS.
Encerrando o julgamento, o Grande Campeonato Individual de Machos Angus teve como Grande Campeão o Lote 72, Touro Dois Anos, TAT 3103, da Parceria Rotta Assis, da Estância Tradição, de Santa Vitória do Palmar/RS. O Reservado Grande Campeão foi o Lote 90B, Touro Dois Anos, TAT 983, de César Augusto Rabassa Hax, da Estância Passo Comprido, de Santa Vitória do Palmar/RS. O Terceiro Melhor foi o Lote 85, Touro Sênior, TAT 3023, da Parceria Rotta Assis, da Estância Tradição, de Santa Vitória do Palmar/RS.
A fala dos vencedores
Joaquim Francisco B. Assumpção Mello, Estância Santa Eulália:
“Uma vitória sempre é importante para uma estância, para uma cabanha. Essa é a sensação de reconhecimento ao meu trabalho e dos funcionários. É um registro do que a gente faz durante o ano todo e durante muitos anos.”
Julio Cesar Hax, Estância Passo Comprido:
“É um sentimento de dever cumprido e de gratidão pela nossa casa e por Pelotas. A gente mora aqui, embora a propriedade onde cria os animais fique em Santa Vitória do Palmar. A gente nasceu nesse parque, então ser coroado com um grande campeonato aqui é muito gratificante. Esse trio representa o que a gente busca em qualidade de carne e em material que entrega. Elas foram grandes campeãs em Esteio, com um jurado americano, e em Bagé, com um jurado gaúcho. Vieram para cá e foram grandes campeãs novamente, agora com um jurado uruguaio. Acho que isso demonstra o que é o Angus brasileiro: animais de qualidade, capazes de se destacar em diferentes pistas.”
Fábio Langlois Ruivo, Cabanha Recalada:
“É uma satisfação muito grande conseguir esse êxito aqui, em uma pista muito pesada, com muitos expositores. Estamos jogando em casa, no Parque da Rural de Pelotas, que eu considero uma extensão da minha casa. Eu me criei nessas exposições e valorizo muito esse ambiente. Então, é uma satisfação redobrada. Essa fêmea sempre me encantou desde o início. É filha de uma das vacas que considero mais importantes do meu plantel, a Diva, nome que dei em homenagem à minha avó. É um animal muito completo, feminino, potente, de medidas equilibradas e com muito boa carcaça. Foi um campeonato muito disputado, com um volume muito bom de animais qualificados.”
Mateus Garra Figueiredo, Pecuária Vale das Águas:
“É um prêmio que a gente considera muito e que nos deixa feliz e até emotivo, porque é o resultado de um trabalho árduo construído nos 365 dias do ano. A gente trabalha, avalia o animal, avalia o acasalamento e busca acertar, procurando o animal mais próximo do que o mercado precisa. Um animal rústico, de verdade, que possa enfrentar a realidade dos campos, seja qual for o sistema. É um trabalho muito difícil, principalmente para quem está mais no interior, por questões de deslocamento e exames. É uma forma de coroar toda a dificuldade que a gente passa durante o ano.”
Rogério Rotta Assis, Estância Tradição:
“São anos de cabanha participando de todo tipo de exposição. Hoje, a gente não vê mais necessidade de vir com um monte de animais, e sim de trazer qualidade. A gente traz aqueles animais que gosta de ver em casa e que acha que têm potencial para uma exposição nacional como essa e para ficar entre os melhores. O jurado parabenizou a gente e gostou muito do biotipo. Eu sempre falo que não faço touro para os outros, faço o touro que eu gosto, com o biotipo que eu gosto, com posterior largo e bem aprumado. Estamos muito contentes com as premiações, mas o principal não é ganhar. Estar junto com um monte de gente, porque o Angus é uma raça completa, não só no gado, mas também nas pessoas e no programa de carne, e essa parceria é o mais importante para a gente.”
Fonte: Associação Brasileira de Angus

