
Produção de calcário no RS movimenta 3,8 milhões de toneladas ao ano
O calcário, mineral utilizado em propriedades rurais para a correção da acidez do solo e o aumento da produtividade agrícola, movimenta por ano uma produção de 3,8 milhões de toneladas. A estimativa é do Sindicato da Indústria de Extração de Mármore, Calcário e Pedras do Rio Grande do Sul (Sindicalc), que defende que o setor tem papel fundamental na economia do estado.
“A primeira providência (de todo produtor): use calcário do Rio Grande do Sul”, advoga o presidente da entidade, Roberto Zamberlan. Segundo o dirigente, o maior município produtor do mineral no estado é Caçapava do Sul, que concentra 85% da produção. “No setor, empregamos diretamente cerca de 1.200 a 1.300 trabalhadores, mas o impacto na economia é muito maior, com aproximadamente 4 mil empregos indiretos, o que totaliza entre 5 mil e 5,5 mil pessoas envolvidas na cadeia produtiva“, estima.
De acordo com o Sindicalc, o Rio Grande do Sul conta atualmente com dez unidades de produção, sendo sete localizadas em Caçapava do Sul. Além disso, há unidades em Hulha Negra, Pântano Grande e Arroio Grande, que também contribuem para o volume de extração e beneficiamento do insumo.
A utilização do calcário na agricultura é considerada um fator essencial para a melhoria da fertilidade do solo. O mineral é responsável por fornecer cálcio para as plantas, um elemento crucial para o crescimento saudável das raízes e a absorção eficiente de nutrientes. “Estudos conduzidos por instituições como a Embrapa e universidades mostram que, depois da água, o cálcio é o nutriente mais importante para as plantas. E o principal fornecedor desse elemento é o calcário, um insumo acessível e essencial para a produtividade agrícola”, destaca Zamberlan.
O dirigente expllica que, ao reduzir a acidez do solo, o calcário melhora a estrutura e aumenta a disponibilidade de nutrientes para as culturas. Além disso, seu uso possibilita maior resistência das plantas a pragas e doenças, reduzindo a necessidade de defensivos agrícolas.
A demanda pelo insumo é impulsionada pelo setor agropecuário, que busca constantemente melhorar a qualidade da produção de grãos, pastagens e fruticultura. Com isso, o Rio Grande do Sul se mantém como um dos principais produtores de calcário do país, abastecendo não apenas propriedades rurais locais, mas também outras regiões do Brasil.
A expectativa do setor é que, nos próximos anos, a extração de calcário continue crescendo, acompanhando a expansão da agricultura e das práticas sustentáveis no campo. Para Zamberlan, investir na produção local é uma forma de garantir a qualidade do produto e impulsionar a economia estadual. “Nossa orientação para os produtores é clara: usem o calcário do Rio Grande do Sul. Ele tem alta qualidade e proporciona resultados expressivos no aumento da produtividade agrícola. O solo responde de forma positiva, e a rentabilidade do agricultor cresce significativamente” finaliza.
Fonte: Jornal do Comércio