Produção de azeite cai de 580 mil litros para 190 mil litros no RS

Com colheita de fruta de qualidade, a olivicultura ainda requer aperfeiçoamento no Rio Grande do Sul para atingir a sua maturidade em termos quantitativos. Atualmente, o Estado conta com 6,5 mil hectares de mais de 10 variedades plantadas, e chegou a produzir, em 2023, mais de 580 mil litros de azeite. O volume, no entanto, caiu para 190 mil litros no ano passado.

Durante coletiva de imprensa sobre a 13ª edição da Colheita de Oliva, realizada na manhã desta terça-feira (24), na sede da Secretaria de Agricultura, em Porto Alegre, foram abordadas possíveis soluções para driblar os empecilhos enfrentados por essa cultura no Estado.

Uma das principais alternativas, segundo o secretário da Agricultura, Clair Kuhn, está no investimento em pesquisas. Para isso, o Departamento de Pesquisas da secretaria já sinalizou ingressar junto à parceria do Instituto Brasileiro de Olivicultura (Ibraoliva), com a Universidade Federal de Pelotas (UFpel) e a Embrapa Clima Temperado.

“O importante é que nós temos cerca de 300 produtores no Estado com a atividade plantada em suas propriedades. Na Metade Sul, os olivais trazem uma nova perspectiva de renda e de produtividade, sem contar nas mais de 25 indústrias instaladas. Temos que superar o desafio do clima e dar mais capacidade para que esse agricultor possa produzir sua capacidade total”, ressalta o secretário.

Quando tem muita chuva, afirma o presidente do Instituto Brasileiro de Olivicultura (Ibraoliva), Renato Fernandes, há dificuldade de polinização. O excesso de precipitações deixou o solo encharcado, prejudicando as oliveiras. Nesse cenário, há perspectivas de que a safra 2025 supere o ano anterior. Os números efetivos, porém, serão divulgado apenas em abril.

“Temos uma série de gargalos, especialmente em relação ao clima. Temos aqui um clima subtropical úmido e a oliveira precisa de um clima árido. Então, dependendo da diversidade de dias de chuva, as flores selam, e como a polinização é pelo vento e o pólen da planta é gorduroso e absorve umidade, isso prejudica o pegamento de flores. Em 2024 começou a chover em 20 setembro e seguiu até 5 de outubro. Olivais que, por acaso, estavam em plena floração nesse período tiveram uma redução muito grande”, explica Fernandes.

Outra ação citada é a utilização de uma área em Hulha Negra, de cerca de 200 hectares, que poderia ser utilizada para pomares na metade Sul. O local se tornaria uma referência para o setor e, inclusive, uma espécie de escola e sediaria pesquisas em prol da olivicultura.

A Abertura Oficial da Colheita da Oliva será realizada, este ano, no dia 7 de março, em Cachoeira do Sul. O evento ocorrerá na propriedade da Puro Azeite, onde o pomar possui 200 hectares plantados com mais de 10 variedades de olivas. Além do ato da colheita em si, o Ibraoliva prepara uma homenagem à força feminina que atua na olivicultura, não só em propriedades, mas em outros setores da sociedade. A Abertura da Colheita da Oliva, que chega à sua 13ª edição, incluirá também palestras sobre o setor.

Fonte: Jornal do Comércio

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