
Olivicultores têm esperança de safra superior, mas temem impacto do dólar em insumos
A colheita da oliva no Rio Grande do Sul, marcada oficialmente para começar no dia 7 de março, em Cachoeira do Sul, na sede da Azeite Puro, chega carregada de expectativas. Produtores de diferentes regiões do Rio Grande do Sul projetam uma safra significativamente superior à do ano anterior, mas enfrentam desafios causados pela alta do dólar, que afeta diretamente os custos de produção.
Marta Voltan, olivicultora proprietária da V’Olio, em Pinheiro Machado, no Sul do Estado, reforça o impacto da moeda norte-americana na aquisição de insumos essenciais, como fertilizantes e equipamentos. “O dólar influencia no preço de qualquer coisa. Se ele estivesse mais baixo, seria melhor, tanto para nossos custos quanto para estimular a concorrência, que eu acredito ser saudável para o mercado”, afirma Marta.
Apesar das adversidades econômicas, as projeções para 2025 são animadoras. Segundo Marta, a safra anterior foi uma das mais fracas em termos de volume de azeite produzido e quilos por árvore colhidos. No entanto, as condições climáticas favoráveis na primavera e no início do verão indicam uma recuperação importante. “A perspectiva para esta safra é muito boa, especialmente se compararmos com a do ano passado. Ainda assim, só teremos um quadro mais claro durante os meses de colheita, em fevereiro, março e abril, dependendo da região e do clima”, explica a olivicultora.
A cerimônia de abertura da colheita no estado tem grande significado para o setor. Com um mercado em expansão e produtos reconhecidos pela alta qualidade, o Rio Grande do Sul se consolida como um dos principais polos de produção de azeite de oliva do Brasil. O evento em Cachoeira do Sul não apenas celebra o início dos trabalhos, mas também é um ponto de encontro para produtores, especialistas e investidores interessados no fortalecimento da cadeia produtiva.
O aumento da demanda por azeites artesanais, somado aos esforços dos olivicultores para driblar dificuldades como o câmbio, reforça a importância de eventos como este, que servem para discutir estratégias e compartilhar experiências que possam alavancar o setor.
Com um cenário promissor, a safra de 2025 tem potencial para impulsionar ainda mais a produção gaúcha de azeite, que já conquistou mercados nacionais e internacionais pela excelência de seus produtos.
Fonte: Jornal do Comércio