Festival de Cinema de Jaguarão recebe quase mil inscrições de oito países
O Festival de Cinema de Jaguarão, em sua primeira edição, já soma 996 inscrições para a mostra competitiva, com filmes de oito países latino-americanos. O prazo para envio de obras terminou no domingo (13) e, segundo a organização, o resultado confirma o interesse de cineastas em integrar o evento.
Das inscrições, 967 são do Brasil, seguido por Argentina (19), Uruguai (8), Peru (6), Chile (3), Bolívia (2), Cuba (1) e Venezuela (1). Para a produtora executiva Renata Wotter, a diversidade de inscritos reforça o potencial do cinema local e regional. “Estamos muito felizes com esse retorno, que consolida nossa proposta de valorizar e difundir a produção audiovisual do Rio Grande do Sul e da América Latina”, afirma.
O festival terá duas mostras competitivas: uma regional, restrita a produções gaúchas, e outra latino-americana. Entre os curtas-metragens recebidos, 880 são voltados à mostra internacional e 116 à regional. Todos os filmes têm até 20 minutos de duração e podem concorrer nas categorias ficção, documentário, animação ou experimental.
Os filmes brasileiros representam as 27 unidades federativas. São Paulo lidera o número de inscritos, com 272 obras, seguido pelo Rio de Janeiro (193) e Rio Grande do Sul (128). A seleção final ficará a cargo da curadoria, coordenada pelos diretores artísticos Alexandre Mattos e Chico Maximila. As exibições ocorrerão de 12 a 15 de novembro, no Theatro Esperança, em Jaguarão, com sessões gratuitas.
Conexão cultural
Com o tema “Um rio que nos une – diversidade e integração cultural”, o festival busca aproximar Brasil e Uruguai por meio da produção cinematográfica, além de abrir espaço para cineastas de outros países da América Latina. Todas as obras serão avaliadas em nove categorias: filme, direção, atriz, ator, direção de arte, direção de fotografia, roteiro, montagem e trilha sonora. Os vencedores receberão o troféu Uma Terra Só, homenagem ao escritor e jornalista Aldyr Garcia Schlee, natural de Jaguarão.
O festival é viabilizado pela Lei Paulo Gustavo, via Edital 14/2023, com realização da Sociedade Independente Cultural (SIC) de Jaguarão. A produção geral é de Ricardo Almeida, produção executiva de Renata Wotter, direção artística de Alexandre Mattos Meireles e Chico Maximila, e coordenação local de Santiago Passos. A assessoria de imprensa é da Satolep Press, com design de Valder Valeirão e Ana Júlia Freitas, que também faz a gestão das redes sociais.
Fonte: Jornal Tradição

