Compra de vacina contra aftosa e aplicação passam a ser proibidos no Estado
Começa a valer a partir de amanhã a proibição de venda de vacina contra febre aftosa, e sua aplicação, no Rio Grande do Sul, de acordo com a Instrução Normativa do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) publicada nesta quinta-feira (30) no Diário Oficial da União. A medida é parte do plano para conseguir encaminhar pedido de reconhecimento de zona livre sem vacinação à Organização Mundial para Saúde Animal (OIE).
A retirada oficial da vacina, porém, e a inclusão do Estado em novos status ainda dependerá de outros encaminhamentos, o que não deverá ocorrer antes de 2021. A expectativa é que OIE aprove o novo status do Rio Grande do Sul e do Paraná como zonas livres de febre aftosa sem vacinação em maio de 2021. Além da proibição de venda da vacina nestes Estados também passa a ser impedido o ingresso de animais vacinados nos Estados pelo menos nos próximos 12 meses.
Nesta quinta-feira termina o prazo para que os pecuaristas gaúchos enviem à Secretaria Estadual da Agricultura os comprovantes da vacinação feita no rebanho desde meados de março, em uma primeira etapa. A segundo fase de vacinação, normalmente em novembro não deverá mais ocorrer, explica chefe da Divisão de Defesa Sanitária Animal da Secretaria da Agricultura, Rosane Collares. Nesta primeira etapa Rosane estima que 90% do rebanho gaúcho tenha sido vacinado.
“Normalmente, esse índice seria superior, chegando a 97% em outros anos. Com os problemas da pandemia, dificuldades de deslocamentos, esse número deve diminuir em 2020. Até o dia 14 de maio, no máximo, teremos o balanço final do Estado. Mas acima de 85% já é um indicador seguro pela classificação da OIE”, explica Rosane.
Também pode ter impactado na redução da vacinação do rebanho bovino gaúcho a crise causada pela estiagem. Descapitalizado, avalia Rosane, é possível que parte dos produtores tenha deixado de adquirir a vacina em 2020. O custo de cada dose varia entre R$ 1,30 a R$ 1,60, em média, segundo a chefe da Divisão de Defesa Sanitária Animal do Estado.
A Instrução Normativa nº 36, que proíbe a manutenção, comercialização e o uso de vacinas contra a febre aftosa no Rio Grande do Sul também é válida para Acre, Rondônia e alguns municípios e parte de municípios do Amazonas e de Mato Grosso. As novas áreas juntam-se ao Paraná no projeto de ampliação de zonas livres de febre aftosa sem vacinação no país, depois de atendidas as premissas do plano nacional.
Confira no áudio a explicação da jornalista Thais D’Avila:
Fonte: Jornal do Comércio

