1º Seminário Regional de Ovinocultura debate o setor

Promoção é uma parceria entre a Câmara Setorial da Seapdr e a Emater/RS-Ascar

O 1º Seminário Regional de Ovinocultura, promovido virtualmente pela Câmara Setorial da Ovinocultura da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr) e pela Emater/RS-Ascar, ocorreu nesta quarta-feira (24). O objetivo foi apresentar os dados obtidos por meio da aplicação de questionários respondidos pelos técnicos dos escritórios dos 80 municípios com maiores rebanhos ovinos das regionais de Bagé, Pelotas, Santa Maria, Santa Rosa e Porto Alegre. Este primeiro encontro aconteceu com as regiões de Porto Alegre e Pelotas.

A ideia é alcançar a efetivação das metas de ovinocultura do atual Termo de Colaboração da Emater/Ascar com a Secretaria. Para tanto, serão realizados ainda mais dois seminários virtuais: nesta quinta-feira (25), com a regional de Bagé; e na próxima terça-feira (30), com as regionais de Santa Maria e Santa Rosa.

A ideia é alcançar a efetivação das metas de ovinocultura do atual Termo de Colaboração da Emater/Ascar com a Secretaria. – Foto: Div. Emater

A abertura do seminário foi realizada pelo diretor técnico da Emater/RS, Alencar Rugeri. Em seguida, a palavra ficou com a engenheira agrônoma e assessora técnica da Câmara Setorial da Ovinocultura da Seapdr, Fernanda Tatsch; e, após, com o coordenador da Câmara, André Camozzato.

Fernanda falou da importância da parceria entre a Secretaria e a Emater/RS-Ascar em prol do setor produtivo do Estado. Ressaltou o papel de destaque da ovinocultura para o Rio Grande do Sul, que obteve grande apogeu com a produção de lã, tendo, a partir de meados dos anos 1980, enfrentado declínio devido a oscilações desse mercado.

Segundo a engenheira agrônoma, nos últimos anos o setor tem mostrado uma retomada importante, especialmente no mercado de carne. Por fim, enalteceu a importância da realização de trabalhos como este, já que, por meio dos questionários aplicados nas diversas regiões do Estado, pode-se ter um retrato minucioso e bastante fiel do setor ovino gaúcho. “O que poderá propiciar um planejamento de ações efetivas e pontuais para os diversos segmentos da cadeia gaúcha”.

O coordenador da Câmara, André Camozzato, enfatizou que, nos últimos cinco anos, não tem ideia de um trabalho tão rico, com questões qualitativas. “Os questionários têm um detalhamento muito importante para o planejamento de políticas públicas bem direcionadas para o setor”, analisou.

Teve ainda a apresentação geral dos diagnósticos, feita pela extensionista da Gerência Técnica (GET), Thais Michel, e a apresentação dos dados regionais de 17 municípios da Regional de Pelotas, pelo extensionista Luiz Ignácio Jacques, e de 16 municípios da região de Porto Alegre, pelo extensionista Ricardo Gutierrez de Oliveira. Em seguida foi aberto tempo para dúvidas e discussão e finalizado com encaminhamentos e encerramento.

De acordo com Jacques, na ocasião foram abordados assuntos como estratificação dos rebanhos, padrão racial dos rebanhos, comercialização (carne e lã), manejo nutricional e manejo sanitário, políticas para o setor, capacidade de Assistência Técnica e Extensão Rural e Social (Aters) e gargalos para esta cadeia produtiva. Durante a apresentação, a Emater, a partir de seus diagnósticos municipais, destacou a importância da atividade planejada em seus municípios, bem como o envolvimento do público da pecuária familiar, bastante presente nesta atividade, nas duas regiões, bem como suas principais linhas de ação: Melhoramento Genético dos Rebanhos e Manejo Nutricional e Sanitário, que também já vêm sendo trabalhadas pela Instituição.

Gutierrez acha importante reforçar que esse diagnóstico traz grandes indicadores para a construção de um programa que realmente atenda às necessidades desse público que trabalha com a ovinocultura, em especial o trabalho com a pecuária familiar. Outro ponto a destacar é que existem diferentes características no Estado. Então esse programa tem de levar em conta que são grupos heterogêneos em relação à sua finalidade. Por exemplo, carne e lã, tamanho de propriedade, além da característica da região, que são de criações pequenas, diferentes da região de Bagé. Por fim, o extensionista enfatiza a questão do uso desse diagnóstico para a construção do programa e das diferentes realidades das regiões em que se trabalha.

Fonte: Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural

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