Farsul e Banco do Brasil discutem Crédito Rural e Seguro Agrícola

Na quinta-feira, dia 9, aconteceu a reinstalação de uma comissão da Farsul com mudanças. A Comissão de Crédito Rural passou a ser denominada Comissão de Crédito e Seguro do Agro, com a adição das questões ligadas ao tema na pecuária. Sob a coordenação do vice-presidente da Federação, Elmar Konrad, já no primeiro encontro foram tratadas pautas sobre a safra atual e a próxima, com a presença de diretores do Banco do Brasil e de sua seguradora.
Em relação a safra 2018/2019, foi alertada a possibilidade de dificuldade em algumas situações como explica Konrad. “Houve um descasamento entre os custos de produção e o preço dos produtos, o que pode gerar dificuldades nos pagamentos dos custeios e investimentos. Com a soja ao preço de R$ 63,00, são necessários 40 a 43 sacos para cobrir os custos em uma produtividade média de 55 sacos no Rio Grande do Sul. É preciso lembrar que as despesas do produtor não são apenas de financiamentos”, pondera.
Foi apresentado aos dirigentes das instituições financeiras o atual cenário. “Nós estamos numa situação totalmente antagônica aos demais anos. O câmbio atual traduz altos custos para a próxima safra, os insumos não baixaram e o bushel está com o preço mais baixo dos últimos 15 anos. Obviamente, isso faz com o que o preço hoje esteja muito abaixo do que no plantio da safra”, avalia Konrad. No encontro, também foram abordadas as perspectivas para o Plano Safra 2019/2020. “Estamos em um período que está acontecendo uma transição do sistema de crédito, temos que trocar o pneu com o carro andando, como dia o nosso saudoso presidente Sperotto”, comenta o vice-presidente.
As alíquotas de custo de seguro estiveram na mesa de debates. A diferença dos percentuais praticados no Rio Grande do Sul e em outros estados foi discutida. Nas últimas safras, o estado não tem mais demonstrado o risco de anos anteriores, principalmente pela biotecnologia a produtividade da soja gaúcha está equiparada com a brasileira. “Isso traduz uma condição mais favorável no que diz respeito a uma equiparação nas alíquotas de custos do seguro agrícola e não ficar com a atual situação em que o Rio Grande do Sul paga praticamente duas taxas em relação a outros estados produtores”, analisa Konrad. Também participaram da reunião, o superintendente do Senar-RS, Eduardo Condorelli, o economista-chefe do Sistema Farsul, Antônio da Luz, e o secretário geral das Comissões, Rodrigo Rizzo.

Fonte: Imprensa Sistema Farsul

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