10ª Reunião das Câmaras Setoriais e Chimarródromo destacam mercado da erva-mate na Expointer

O Rio Grande do Sul é o maior produtor de erva-mate do país, com 49% da produção nacional de ervais cultivados. São 319 mil toneladas/ano em uma área de 30,6 mil hectares. O estado exporta para 25 países, sendo os principais Uruguai, Chile e Argentina.

E para debater o assunto, foi realizada nessa segunda-feira (26) a 10ª Reunião das Câmaras Setoriais da Erva-Mate do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e da Secretária da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), durante a 42ª Expointer. O encontro, realizado no Auditório da Administração do Parque Assis Brasil, abordou os principais desafios enfrentados pelo setor e reuniu técnicos, produtores, pesquisadores e autoridades.

Leandro Beninho Gheno, presidente à frente do evento, destacou a importância de iniciativas que estimulem a participação dos envolvidos na cadeia de produção.

“Podemos perceber um aumento no engajamento por parte dos responsáveis diretos pelo segmento. Com pautas trabalhadas de maneira organizada, conseguiremos ser mais efetivos em prol de nossas causas” afirma.

Diretor do Departamento de Promoção do Agronegócio do Ministério das Relações Exteriores, o Ministro Alexandre Peña Ghisleni abordou em sua fala as barreiras tarifarias e técnicas do setor, além de aspectos sanitários ligados ao mercado da erva-mate.

“Trata-se de um setor com uma trajetória de sucesso em nosso País, e em constante crescimento a cada ano”, aponta.

Estiveram também presentes a Drªa Alice Valduga em apresentação sobre o tema “Antraquinoma” e Rogério Jacob Kerber, presidente do Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal, em palestra sobre o funcionamento da entidade e sua atuação.

Chimarródromo é sucesso entre os visitantes:
Um dos principais representantes da erva-mate na Expointer, o Chimarródromo, projeto da ONG Escola do Chimarrão, de Venâncio Aires, é uma das atrações de destaque entre os visitantes. Em sua 17ª participação na Feirar, a equipe oferece aos interessados uma calorosa recepção, em um amplo espaço decorado, com destaque para 36 cuias preparadas especialmente, além da disponibilização de água quente e erva para o preparo do chimarrão. Além disso, funciona como uma embaixada da bebida no evento, onde se pode conhecer mais sobre sua história, tirar dúvidas e descobrir diferentes formas de preparo.

“Antes de existir a palavra Brasil já se tomava o chimarrão. Os índios descobriram a planta e nos ensinaram a preparar exatamente como tomamos hoje. Se dura 500 anos significa que a coisa é boa”, comemora Pedro José Schwengber, diretor executivo da ONG, e cidadão emérito de Venâncio Aires.

Schwenber ressalta o papel social em torno do chimarrão, como ferramenta de integração entre o povo gaúcho e como representante do Rio Grande do Sul em todo o País.

“Mostramos para as pessoas as razões pelas quais tomamos tanto uma bebida feita de erva amarga e água quente. O interesse de quem vem de fora sempre é muito grande, na última edição tivemos visitantes de 17 estados do país e quase 300 municípios gaúchos e esperamos que aumente”, projeta.


Fonte: Expointer 2019 

Foto: Carolina Greiwe / Seplag

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